Descobrindo o Egito: Guia Completo para Sua Viagem ao Cairo e Pirâmides de Gizé

Tempo de leitura: 10 min

Escrito por Lucas Ventura
em março 29, 2025

Descobrindo o Egito: Guia Completo para Sua Viagem ao Cairo e Pirâmides de Gizé

Descobrindo o Egito: Uma Jornada Inesquecível Pelas Pirâmides de Gizé e Além

Bem-vindo ao Cairo, Egito! Prepare-se para uma aventura que desafia a imaginação. Mal acreditávamos no que iríamos presenciar. Com um simples apertar de botão, a vista que se descortinava era de tirar o fôlego – algo tão surreal que quase parecia uma miragem.

A Chegada ao Coração do Antigo Egito

No nosso quarto, tínhamos uma maquete com as sete maravilhas do mundo, mas, para quem não sabe, as Pirâmides de Gizé não estão lá. Elas fazem parte das maravilhas do mundo antigo, sendo, na verdade, a única ainda de pé.

Nossa jornada de 25 dias pelo Egito e Jordânia nos levou a um verdadeiro turbilhão de fusos horários. Chegamos exaustos, após um voo noturno de cerca de oito horas de Atlanta a Londres, seguido por mais cinco horas até o Egito.

As Majestosas Pirâmides de Gizé

Hoje é o grande dia: explorar as pirâmides. Nunca pensei que veria algo assim na minha idade, e me sinto incrivelmente sortudo e abençoado, um pouco sobrecarregado pela grandiosidade.

Aqui, você pode ver a Grande Pirâmide, conhecida como Quéops (Khufu), que eles chamam de “o avô”. Depois, temos “o pai” e, mais ao longe, “o filho”.

A pirâmide do meio foi a minha favorita e a do meu companheiro, Ian, pela sua estética impressionante.

Teorias Milenares de Construção

Muitas teorias cercam a construção das pirâmides, há mais de 4.500 anos. Alguns sugerem que foram construídas por extraterrestres, enquanto outros as veem como a Arca de Noé.

No entanto, a teoria mais aceita é que cerca de 20.000 egípcios habilidosos trabalharam nelas por 20 anos. Isso significa mover esses blocos maciços a cada cinco minutos, 24 horas por dia, por duas décadas – algo realmente assombroso.

A Precisão Matemática Que Fascina

O que mais intriga os pesquisadores é o conhecimento matemático e a precisão das pirâmides. A Grande Pirâmide está alinhada diretamente a 3/60 de um grau do verdadeiro norte, tornando-a, até hoje, a construção mais precisamente orientada do mundo.

O Protetor Silencioso: A Esfinge

Logo ali está o protetor das pirâmides, a famosa Esfinge.

Há uma diferença crucial na forma como a Esfinge e as pirâmides foram construídas. As pirâmides foram erguidas bloco por bloco, enquanto a Esfinge foi esculpida em uma montanha de pedra, um trabalho que exigiu mil pessoas.

Imagino que eram mil artistas! Seu corpo de leão e cabeça humana foram escolhidos para proteger as pirâmides, pois acreditavam que o leão é o animal mais forte e o humano, o mais inteligente, criando juntos o protetor definitivo.

Uma curiosidade divertida: como se pode notar, a Esfinge não tem nariz. Isso se deve ao fato de que, em algum momento, as pessoas começaram a adorá-la como um deus. Um homem, indignado, decidiu provar que a Esfinge não era divina cortando seu nariz. Ele declarou: “Se eu fizer isso, Deus me punirá, e nada acontecerá.” De fato, nada aconteceu, e ele foi aclamado. É uma história realmente curiosa.

Detalhes Fascinantes e Desafios da Construção

É incrível ver esses blocos de granito e imaginar como foram perfeitamente esculpidos há milhares e milhares de anos. Que tipo de máquina possuíam para tal feito? Parece que falta uma peça no quebra-cabeça.

A preservação é impressionante; a consideramos uma construção recente, mas o piso e todos os blocos são originais e estão em perfeito estado. Este foi, sem dúvida, o meu lugar favorito nas pirâmides até agora.

Os camelos aqui são incrivelmente tranquilos. É impressionante! A base das pirâmides é formada por pedras absolutamente colossais, algumas pesando tanto quanto um elefante.

Foram necessários mais de 2,3 milhões de blocos para construir uma única pirâmide. Meu companheiro, Ian, está totalmente convencido da teoria de que alienígenas construíram as pirâmides.

Meu argumento é: por que alienígenas as construiriam? Qual propósito lhes serviria?

Lidando com os Vendedores Locais e a Cultura do Camelo

Antes de vir, fomos alertados sobre os insistentes vendedores de passeios de camelo, e isso é verdade: eles não param de incomodar. Mas não são só eles; praticamente todo mundo aqui quer dinheiro.

Um segurança, por exemplo, nos incentivou a escalar um pouco uma parte da pirâmide – algo que todos estavam fazendo. Hesitei, pois não gosto de escalar monumentos importantes, mas ele insistiu.

Depois, ele nos pediu dinheiro! É um segurança, qual é a lógica? A verdade é que cada pessoa aqui parece querer algo de você, e o melhor é simplesmente ignorar.

Quanto aos passeios de camelo e cavalo, temos uma posição: não gostamos da ideia de forçar animais a fazer algo contra sua vontade, especialmente no turismo diário, onde muitos usam chicotes.

Vimos alguns animais sendo tratados com carinho, e outros, nem tanto. Uma dica: se disser que já fez o passeio de camelo, eles geralmente param de insistir.

Belezas Contrastantes: O Deserto e a Questão do Lixo

No entorno, há um vasto deserto, e como o vento é forte no Cairo e em Gizé, muito lixo é levado para lá. É triste ver tanto lixo ao redor das pirâmides, mas acredito que é um desafio imenso de resolver, especialmente com uma população de mais de 20 milhões de habitantes vivendo ao lado do sítio arqueológico.

Dicas para Fotógrafos e Equipamentos

Se você planeja trazer equipamentos fotográficos profissionais, como uma DSLR, tripé ou microfone acoplado à câmera, saiba que na maioria das vezes não será permitido entrar. Tivemos que pagar extra pelo nosso tripé. Mas, convenhamos, olhe para essa vista! Vale a pena.

Cairo: Encontros Inesperados e Cultura Local

Estamos encerrando nosso tempo nas pirâmides. Acredito sinceramente que todos deveriam vir aqui pelo menos uma vez na vida, mas estejam preparados para alguns aborrecimentos. Cairo, de modo geral, é uma loucura, um daqueles lugares inesquecíveis se você for com a mentalidade certa.

Uma história interessante: encontramos Abdra e seu amigo Khalid, egípcios do Cairo.

Após muita pesquisa, finalmente os achei, pois estávamos interessados em pilotar drones no Egito, mas é estritamente proibido. Abdra faz isso comercialmente há seis anos para diversas empresas e realiza trabalhos incríveis. Tinha que contatá-lo!

Ele foi super receptivo, nos encontrou e nos mostrou a cidade. À noite, fomos comer algo.

Atrás de mim, víamos homens agitando bandeiras vermelhas em seus telhados. Abdra e Khalid nos explicaram que isso é para chamar seus pássaros de volta para casa.

Você vê bandos de pássaros voando por toda parte, e são, na verdade, seus animais de estimação. O que eles fazem com eles? Podem comê-los ou brincar com eles.

Sim, as pessoas têm bandos de pássaros como pets aqui. A vista das pirâmides, ao acordar em nossa acomodação, era espetacular!

A Caótica e Vibrante Vida Urbana

Dirigir aqui é uma loucura. As pessoas atravessam a rua quando e onde querem. É impressionante.

O Egito é o primeiro país da África e também uma nação árabe que visitamos, o que o torna uma experiência muito intensa.

É provavelmente um dos lugares mais caóticos que já estivemos. Se esta for sua primeira viagem internacional, esteja preparado para se sentir sobrecarregado.

Minha mãe e a mãe do meu companheiro, Ian, são libanesas, então minha mãe chamava sua avó de “Situ” e seu avô de “Jidoo”. Estando em um país árabe, eles têm isso. Nos perguntaram quem era o artista mais famoso do Egito, e a resposta era “Wigs”.

Dirigimos 50 minutos em trânsito intenso à noite para chegar ao centro do Cairo, já que estávamos hospedados em Gizé. Ao chegarmos, tínhamos uma sacola cheia de pão egípcio – parecido com pão sírio – e estávamos no paraíso!

Uma Explosão de Sabores: A Culinária Egípcia

Khalid nos ensinou a pronunciar seu nome corretamente: “Khalid”.

Experimentamos “salada de queijo” (salah al-gebna), molho de alho, e tahini misturado com macarrão como aperitivos. Quando a comida chegou, nos disseram para misturar tudo.

Em árabe, chamam o queijo envelhecido de “gebna adima”, um queijo que fica muito tempo em um lugar escuro até atingir aquela consistência.

Mergulhei no queijo envelhecido – uau, é diferente! Parece um feta bem forte.

Depois, veio “molokhia”, que são folhas cortadas em pedaços bem pequenos com sopa. Meu companheiro adora molokhia, mas para mim, “tem gosto de grama”.

Ele me alertou para ter cuidado com o que eu dizia, mas a paixão dele pelo prato não muda meu paladar. Eu senti o gosto de grama, mas era melhor do que eu esperava e meio pegajoso.

Khalid também nos ensinou algumas palavras em árabe: “bem-vindo” (ahlan wa sahlan) e “obrigado” (shukran).

Experimentamos carne de pescoço de cabra, o prato favorito de Khalid, e um espetinho de cordeiro envolto em gordura de cordeiro. Delicioso!

Mas, como eu e Ian não comemos carne a menos que seja para experimentar algo local em viagem, apenas provamos. De todos os pratos, o recheado com repolho foi o meu favorito.

Manhãs em Gizé e Mais Explorações

No dia seguinte, precisávamos de um chip de celular, e fomos gratos pela ajuda de Abdra. Para quem não sabe, o árabe é escrito da direita para a esquerda, ao contrário do português. Abdra nos mostrou como era estranho escrever. Agradecemos muito a ele e a Khalid.

Acordando para mais um dia no Egito, nosso tempo estava quase esgotado, mas o sentimento era de aproveitar cada segundo.

Há muitas opções de acomodações incríveis em Gizé, e é uma experiência muito autêntica, intensa, mas incrível. Fica a apenas cinco minutos a pé das pirâmides.

Fomos comer falafel. O local estava lotado, mas o serviço era rápido. Por cinco pães de falafel, pagamos 25 libras egípcias. Estávamos no paraíso, e por esse preço, valia muito a pena.

Relíquias e Mistérios: O Museu Egípcio e Suas Histórias

Nossa próxima parada foi o Museu Egípcio no Cairo, o museu arqueológico mais antigo do Oriente Médio e detentor da maior coleção de antiguidades faraônicas do mundo.

Nos perguntamos como eles cortavam o granito com tanta perfeição. No museu, descobrimos a resposta: usavam uma pedra mais dura que o granito para fazer uma pequena fenda, inseriam madeira na fenda e a molhavam. A madeira se expandia e, eventualmente, quebrava o granito.

No museu, você encontra “portas falsas”, presentes em muitas pirâmides pelo Egito, onde pessoas de alto escalão escondiam seus bens, como ouro e relíquias.

Lá também estão as estátuas dos três faraós que criaram as pirâmides de Gizé: o neto, o pai e o avô. A estátua do avô, feita de marfim, é muito pequena comparada às outras, o que me fez sentir um pouco de pena dele.

Nosso guia, Medhat, foi de grande ajuda, nos dando muitas informações valiosas. Recomendo procurá-lo na entrada do museu.

Aconselho visitar o Museu Egípcio logo, pois muitos artefatos estão sendo transferidos para o novo museu em Gizé, perto das pirâmides, que estava para ser inaugurado em breve.

Caminhos Pela História: Praça Tahrir e o Nilo

Em seguida, visitamos a Praça Tahrir, famosa por muitas manifestações políticas.

Há guardas por toda parte que não nos deixaram filmar; eles ficaram furiosos ao ver a câmera do meu companheiro. Sério, não consigo enfatizar o suficiente o quanto eles não gostam de câmeras aqui; éramos repreendidos o dia todo.

Ali está o Nilo, o rio mais longo do mundo, que flui de sul para norte e deságua no Mar Mediterrâneo. Um rio muito famoso.

Um dos meus livros favoritos de todos os tempos é “Morte no Nilo”, de Agatha Christie.

À noite, fizemos um cruzeiro pelo Nilo, o que foi incrível. Usamos muitos Ubers aqui; são convenientes e evitam que taxistas se aproveitem de turistas.

À noite, o Egito fica bem frio, com temperaturas caindo para 10-15°C. Eu deveria ter trazido uma jaqueta mais quente.

Outro fato interessante sobre o Nilo é que 95% dos egípcios vivem ao longo ou perto dele, pois é uma excelente fonte de água e foi fundamental para o desenvolvimento das antigas civilizações egípcias, fornecendo alimento e transporte.

Não consigo acreditar que estávamos navegando com um buffet e música!

O Grande Final: Mesquita de Muhammad Ali e a Cidadela

Após a noite divertida no Nilo, visitamos a famosa Mesquita de Muhammad Ali, localizada na fortaleza medieval chamada Cidadela. Muhammad Ali é conhecido como o pai do Egito moderno, e esta foi a maneira perfeita de encerrar nossa viagem.

Conclusão

E assim, concluímos esta incrível jornada. Espero que você tenha gostado deste relato e tirado muito proveito dele. Compartilhe suas impressões e prepare-se, pois nossa próxima parada é Luxor, Egito! Ainda temos muito mais do Egito para compartilhar, então fique atento!

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