Desvendando Langkawi: Um Roteiro Final Inesquecível Entre Histórias, Praias e Cachoeiras
Nosso último dia em Langkawi amanheceu repleto de expectativa. A ideia era explorar a ilha ainda mais a fundo, visitar uma praia paradisíaca e mergulhar na história local.
Incluímos um intrigante “túmulo” – ou algo parecido, precisávamos descobrir! Mas antes de partir para a aventura, gostaríamos de compartilhar um pouco sobre nossa hospedagem, que se tornou um dos pontos altos da viagem.
A Hospedagem Perfeita em Langkawi: Conforto e Custo-Benefício
Para nós, encontrar um bom custo-benefício é essencial em qualquer viagem. Em se tratando de acomodação, sempre buscamos ficar em torno de US$ 15 por noite.
Sabemos que ilhas costumam ter preços um pouco mais elevados, especialmente para lugares tão agradáveis quanto este Airbnb. E agora, vamos mostrar por que este lugar se tornou um dos nossos favoritos de todos os tempos.
Nossa varanda era gigantesca, perfeita para relaxar. E o melhor: tinha uma máquina de lavar que pudemos usar gratuitamente! O espaço era todo nosso, extremamente agradável. O companheiro de viagem até aproveitou para editar algumas coisas por lá à noite.
Havia outro quarto no andar de baixo que, em tese, poderia ser compartilhado com outro hóspede. Mas como era época de chuvas e o movimento estava menor, tivemos a casa inteira só para nós.
O quarto principal era enorme, nunca tínhamos ficado em um Airbnb com um espaço tão grande antes. A cama king-size era um convite ao descanso.
E o banheiro privativo? Essencial! Para quem, como nós, precisa ir ao banheiro várias vezes durante a noite, ter um banheiro próprio é um luxo. O chuveiro, com shampoo incluso, oferecia uma água quentinha, das mais quentes que já pegamos. O ar-condicionado também funcionava perfeitamente.
Éramos recebidos todos os dias como se a casa fosse nossa. Havia uma geladeira e água filtrada à vontade. É uma sugestão para quem busca um ótimo custo-benefício.
Recomendamos entrar em contato com o proprietário e pedir o andar de cima, é simplesmente sensacional.
Antes de sair, fizemos um rápido tour pela área externa. O espaço para guardar a motocicleta era seguro e cercado.
Se ainda não viu nossa aventura no teleférico e na ponte suspensa de Langkawi, saiba que foi um passeio incrível. Embora o companheiro de viagem tenha tido uma pequena derrapada com a moto logo na saída! Mas, era hora de partir.
Mergulho na História: O Túmulo de Mahsuri e Sua Lenda Fascinante
Nossa primeira parada do dia foi o Túmulo de Mahsuri. A história é comovente: Mahsuri era uma princesa de beleza estonteante, casada, cujo marido partiu para a guerra.
Sua sogra, tomada pela inveja de sua beleza, a acusou falsamente de adultério. O povo a julgou culpada e a condenou à morte por esfaqueamento. Diz a lenda que, enquanto era esfaqueada, Mahsuri sangrou sangue branco, provando sua inocência.
Não havíamos verificado o preço antes de chegar, mas a entrada custou 17 RM por pessoa, o que equivale a cerca de US$ 4. Um valor justo para aprender tanto sobre a cultura local.
Fotos não eram permitidas, mas como não havia ninguém por perto para nos proibir, aproveitamos para registrar alguns momentos.
No local, é possível ver o ponto onde Mahsuri foi amarrada a uma árvore e esfaqueada. Acredita-se que ela só poderia ser morta pelo “keris” (uma adaga malaia) de sua família.
Muitas variações dessa história foram contadas ao longo das gerações, com pequenas mudanças em detalhes, mas a essência permanece. Também pudemos observar joias que se acredita terem sido usadas na época de Mahsuri – coroas e outros adornos belíssimos.
Éramos gratos por viver em um mundo onde ninguém é assassinado por bobagens como ser considerado bonito ou até mesmo por traição.
Foi uma parada rápida, mas muito enriquecedora no Túmulo de Mahsuri. Hora de seguir para a próxima aventura: a Praia Tanjung Rhu.
Praias Paradisíacas (e Nem Tanto!): Explorando Tanjung Rhu
A Praia Tanjung Rhu ficava um pouco mais ao norte, a cerca de 25 minutos de distância. Torcíamos para que o sol aparecesse, e a chegada foi recompensadora! Uau, que lugar lindo!
Talvez por estarmos mais ao norte, o céu estava bem mais azul, ao contrário do sul, onde parecia que ia chover.
A areia, no entanto, não era tão fina e macia quanto a de Pantai Kok, que visitamos no dia anterior.
Descobrimos, por comentários em posts sobre a ilha, que Pantai Kok era uma praia artificial, o que explicava sua beleza surreal, parecendo até as praias da Tailândia.
Não tínhamos tido um dia para simplesmente relaxar na ilha, e uma das nossas coisas favoritas a fazer é justamente aproveitar praias espetaculares como esta.
Infelizmente, Langkawi é uma zona franca, mas ainda não tínhamos encontrado bebidas alcoólicas. De repente, a Tailândia ressurgiu em nossas vidas: encontramos a clássica cerveja Chang! Era o que sempre bebíamos na Tailândia.
Aqui, custou 2.9 RM, um pouco caro, já que na Tailândia se compra o dobro ou o triplo pelo mesmo preço. Provavelmente há um monopólio por ali, já que era o único bar em uma praia um tanto turística.
A água estava agradável e fresca. O companheiro de viagem foi o primeiro a se aventurar.
Uma característica legal de Tanjung Rhu são as árvores dentro d’água, criando uma espécie de floresta aquática, muito interessante.
Nossa opinião sincera: Pantai Kok e Pantai Cenang são, sem dúvida, muito melhores. Pantai Kok, mesmo sendo artificial, é a melhor. Quase ninguém a frequenta, muitos pensam que é privada, e é realmente linda.
Se dependesse de nós, teríamos ficado no sul da ilha, em vez de subir para o norte.
Aventuras Gastronômicas (e Alguns Desafios): O Almoço Inesperado
Antes de seguir para nossa próxima aventura, precisávamos almoçar. Paramos no primeiro lugar que vimos logo na saída da praia.
Tudo parecia delicioso e incrivelmente acessível. Pedimos um hambúrguer para experimentar. O companheiro de viagem estava um pouco cético, afinal, custava apenas um dólar! Nada mais americano que um hambúrguer depois de um dia de praia, mas o preço levantou algumas desconfianças. Tivemos que experimentar.
Primeiro, havia uma quantidade gigantesca de maionese, e o companheiro de viagem não é fã. O sabor não lembrava em nada um hambúrguer tradicional.
A carne era adocicada, quase como se tivesse uma cobertura especial. No final, o veredito foi um “negativo“.
Pão molhado é algo que nunca se faz em um hambúrguer! O preço já deveria ter sido um aviso. Foi, sem dúvidas, a pior refeição que já tivemos na Malásia.
Nem tudo foi perfeito na comida, mas ainda tínhamos o jantar! Nossa próxima parada seria uma cachoeira próxima. Depois de tanto relaxamento, era hora de um pouco de aventura.
Explorando a Natureza: A Cachoeira Escondida e a Chuva de Monções
Logo na entrada da cachoeira, antes mesmo de subir, nos deparamos com um baiacu! Um exemplar incrível, flutuando na água. E aproveitando a oportunidade, notamos um cheiro familiar.
Uma piada um pouco “fedorenta”, mas os durians são famosos por seu aroma peculiar!
A subida para a cachoeira era impressionante. E, como de costume, a época de monções nos pegou de surpresa: começou a chover!
Nossos capacetes estavam de cabeça para baixo novamente, como na última cachoeira que visitamos. Parece que sempre somos pegos por uma tempestade entre 13h e 15h por aqui. É por isso que é importante acordar cedo!
A escadaria era linda. O companheiro de viagem comentou, lembrando de Bali. Talvez tenhamos subestimado essa cachoeira antes de chegar.
Realmente, nunca se deve julgar um livro pela capa, ou uma cachoeira pelo seu nome (como durian!). Esta era incrível, muito mais selvagem e poderosa do que a Seven Wells. Foi preciso absorver toda a beleza natural dali, mas a força da cachoeira era tamanha que parecia que seríamos levados pela correnteza!
Um pouco exaustos, mas felizes com a experiência, era hora de retornar. O companheiro de viagem deu um “joinha” para a cachoeira!
Na volta, mais um lembrete das chuvas: o capacete cheio de água. Isso acontece quando se deixa o capacete de pé na chuva! Nosso amigo de Kuching ficaria orgulhoso da gente.
Um Banquete Indiano para Fechar com Chave de Ouro
Para o jantar, escolhemos um restaurante indiano. Pedimos naan, um dos nossos pratos indianos favoritos, nas versões alho e manteiga. E nosso segundo prato favorito: frango tandoori.
O chefe sempre nos dizia para comer isso antes de tudo. A comida era deliciosa, com molhos incríveis e um pouco de cebola para acompanhar. Para quem busca uma culinária indiana de altíssima qualidade, este lugar é imperdível.
A boca pegava fogo, mas era um picante muito bom, daqueles que te fazem salivar e que chega até os olhos, tão saboroso!
Se gostou deste relato, deixe seu “curtir” e comente o que achou. Estamos arrumando as malas agora, prontos para seguir para Kuala Lumpur nos próximos dias. Até a próxima aventura!


