Roteiro Roma 7 Dias: Maravilhas Eternas e Dicas Imperdíveis de Viagem

Tempo de leitura: 12 min

Escrito por Lucas Ventura
em março 14, 2025

Roteiro Roma 7 Dias: Maravilhas Eternas e Dicas Imperdíveis de Viagem

Roma Imortal: Um Roteiro de 7 Dias Pelas Maravilhas Eternas

Olá, bem-vindo à Itália! Prepare-se para uma imersão na magnificência de Roma.

Estivemos aqui para explorar a cidade eterna por sete dias, e cada momento foi uma descoberta.

Nossa jornada nos levou ao Coliseu, nossa segunda maravilha do mundo, e estamos empolgados em compartilhar com você as melhores experiências que este lugar mágico oferece.

Coliseu: O Coração Brutal de Roma

Conhecido como a nova maravilha do mundo e pai de todos os estádios modernos, o Coliseu guarda uma história que muitos não percebem ao tirar suas fotos.

Sim, foi uma maravilha da engenharia, construída em apenas oito anos.

Mas tente imaginar por um instante: você em um jogo de futebol, mas em vez de uma bola, uma cabeça decepada voa pelo ar.

O Coliseu era absolutamente grotesco, um lugar onde 60 mil pessoas torciam pela morte.

Após cerca de 400 anos de violência horripilante, mais de 400 mil gladiadores e 1 milhão de animais foram mortos ali.

Uma Lição de História e Engenharia

Nosso tour pelo Coliseu começou no Fórum Público, acompanhados por nossa guia fantástica.

Ela nos levou pelo Fórum Romano, o Monte Palatino e o Coliseu, nos dando a chance de entender muito mais sobre como os romanos viviam, sua mentalidade e o que amavam fazer.

Por exemplo, as oliveiras eram cruciais na Roma Antiga. Delas vinha o azeite, usado para iluminar (não havia eletricidade, claro), cozinhar, e até mesmo para a beleza, hidratando pele e cabelo.

Os atletas o usavam para aquecer os músculos, massageando-os com azeite e areia.

É incrível pensar que tudo começou com uma pequena aldeia de pastores e cresceu para se tornar o imenso Império Romano.

Gladiadores e A Crueldade Antiga

Como Roma começou? A lenda conta que irmãos gêmeos foram abandonados para morrer no rio Tibre, resgatados por uma loba.

Os gêmeos mais tarde derrotaram o rei que os abandonou e fundaram sua própria cidade nas margens do rio em 753 a.C.

Pouco depois, Rômulo matou seu irmão e se tornou o primeiro rei de Roma.

O mais legal do nosso tour foi poder explorar o nível subterrâneo do Coliseu. Acima de nós ficava o palco onde os gladiadores lutavam.

Essa área subterrânea era proibida para turistas até 2021, então fomos dos primeiros a explorá-la.

Escravos trabalhavam ali, no escuro, sujo e fedorento, ouvindo as mortes que aconteciam acima deles e, claro, limpando tudo depois.

Havia um elevador operado por escravos para levar gladiadores e animais ao palco, sempre uma surpresa para a multidão.

A construção do Coliseu começou em 72 d.C. com o imperador Vespasiano, que morreu antes de concluí-lo.

Foi seu filho Tito quem finalizou a obra. Ele pensou: “Meu pai construiu o maior anfiteatro do mundo, é hora de eu fazer algo impressionante!”

E assim, organizou 100 dias de jogos de abertura, oferecendo ao povo o espetáculo da morte.

Eles até faziam batalhas navais, enchendo o Coliseu com água e trazendo barcos para os gladiadores lutarem.

Tubos de drenagem, parte dos aquedutos, escoavam a água depois.

Maravilhas do mundo como esta podem parecer superestimadas, mas uma vez lá, você entende por que são tão especiais.

Sim, há multidões, mas não deixe que isso estrague sua experiência, especialmente com um bom guia.

Você já ouviu falar de gladiadores, mas qual era a real história deles? Havia escolas de gladiadores cujos proprietários compravam escravos.

Esses escravos eram treinados por até três anos para lutar no Coliseu.

As arquibancadas eram cobertas, e onde hoje é plano, ficavam os assentos de mármore.

Éramos de abril, com temperaturas amenas, mas o sol já batia forte. Imagine no verão!

Por isso, o Coliseu tinha grandes velas no topo, operadas por marinheiros, que as moviam para criar sombra.

Nossa guia nos contou que sua parte favorita de Roma é o Panteão, por representar a perfeição e ser o templo mais bem preservado do mundo.

Perguntei se os gladiadores podiam conquistar a liberdade. Sim, de certa forma.

Se fossem bons o suficiente, o povo os amaria, transformando-os em verdadeiras estrelas.

A multidão não queria vê-los morrer e até os proprietários ofereciam incentivos, dinheiro.

Quando o povo gritava “Mitte!”, os gladiadores eram poupados.

Infelizmente, nossa excursão com a guia chegou ao fim, mas foi incrível.

Trastevere: Sabores e Aulas de Culinária

Depois da história, era hora de vivenciar a cultura local.

Seguimos para Trastevere, um bairro famoso entre os turistas, repleto de ruas estreitas de paralelepípedos e edifícios coloridos, bem às margens do rio Tibre.

Nosso objetivo lá era encontrar um chef para uma aula de culinária.

Começamos a aula com um brinde de vinho.

Nosso chef nos ensinou a fazer massa fresca: um monte de farinha, um círculo no meio, um ovo e um toque de azeite.

Batia-se o ovo lentamente, adicionando farinha até formar uma textura cremosa, e depois incorporava o restante da farinha até parecer ovos mexidos.

Já tínhamos tentado fazer pão antes, e sempre saía ruim, mas o chef explicou que a massa não leva fermento, então é mais fácil de manusear. Quanto mais se amassa, melhor!

Nossa Aventura Gastronômica

Aprendemos a sovar a massa pela primeira vez: dobrar e pressionar, girar, dobrar e pressionar novamente.

Repetia-se até a massa ficar firme, lisa e, ao pressionar o polegar, ela voltava.

Normalmente, a massa descansa por duas a três horas, mas na aula, para economizar tempo, descansou por 30 minutos.

Enquanto a massa descansava, preparamos o molho, usando guanciale e o queijo pecorino romano que havíamos conhecido em um tour gastronômico anterior.

Com o molho cozinhando, voltamos à massa. Achatar a bola, polvilhar com farinha e levá-la à máquina de massa.

Sempre quisemos fazer isso; parece tão satisfatório na TV!

Depois de algumas passagens na máquina, usamos o rolo de massa e o “violão” (um cortador de massa).

Finalmente, formamos a massa em pequenos “ninhos de pássaro”.

Já estávamos em nosso terceiro copo de vinho, e dizem que o vinho ajuda na culinária!

Cozinhamos a massa. Minha mãe sempre me ensinou que se a massa gruda no armário, está pronta. Mas em Roma, isso significa que passou do ponto!

E aqui está o resultado final, com um pouco de pimenta.

Não deu tempo de capturar a reação exata à massa, pois estávamos nos divertindo muito com nossos amigos, mas foi, de longe, a melhor comida que comi na Itália até agora.

Finalizamos com um sorvete.

Esta aula é uma excelente recomendação para o início de qualquer viagem a Roma, não só pela comida e aprendizado, mas também pelas dicas.

Em um momento de distração, falando muito com as mãos, acabei derrubando vinho tinto em minhas roupas claras e sapatos brancos. Um pequeno percalço na diversão!

Fontana di Trevi: Lendas e Desejos

Na manhã seguinte, visitamos a Fontana di Trevi, a fonte mais famosa do mundo.

A água que flui ali vem de um dos aquedutos romanos mais antigos, criado há mais de 2 mil anos.

A lenda diz que você pode fazer três desejos jogando uma moeda com a mão direita por cima do ombro esquerdo.

O primeiro é para um retorno seguro a Roma, o segundo para encontrar o amor e o terceiro para um casamento.

O mais legal é que milhares de euros são jogados na fonte todos os dias.

Ao final do dia, o dinheiro é recolhido e doado para caridade.

É um lugar fascinante e, ao jogar uma moeda, você ainda contribui para uma boa causa.

Vaticano: Arte, Fé e Vistas Deslumbrantes

Nosso próximo tour começou com Michaela, uma guia romana com mais de 15 a 20 anos de experiência.

Fomos visitar as Galerias dos Museus do Vaticano, que levam à Capela Sistina, e de lá, pegamos um atalho para a Basílica de São Pedro.

Os Museus do Vaticano abrigam uma das maiores coleções de arte do mundo.

Mesmo que você não seja um grande entusiasta de história, religião ou arte, este lugar certamente o deixará sem palavras.

Uma grande pergunta que nos fizemos foi se as coisas se tornaram mais conservadoras ao longo do tempo.

No início, víamos muitas estátuas nuas, mas em uma seção mais recente, as partes íntimas estavam cobertas por folhas.

Acontece que o Papa Paulo IV, mais conservador, não gostava das nudez e mandou cortar os órgãos genitais das estátuas.

Mais tarde, uma solução mais inteligente foi adotada, com a adição de folhas.

Os Museus do Vaticano e a Capela Sistina

Vimos tapeçarias que, nos tempos antigos, eram usadas para manter o calor, absorver a umidade e melhorar a acústica dos ambientes.

O mais impressionante é que uma dessas tapeçarias demorou mais para ser feita do que a pintura do teto da Capela Sistina por Michelangelo – cerca de quatro a cinco anos!

Fiquei imaginando como era possível tal intricado trabalho, e descobrimos que era feito por crianças, que tinham mãos menores e olhos mais aguçados.

Na Capela Sistina, é proibido tirar fotos e gravar vídeos, pois é a capela particular do Papa.

Nos sentimos verdadeiramente privilegiados ao estar lá dentro.

No dia da visita, estava chuvoso e um pouco frio, mas tours como este no Vaticano podem ser feitos em qualquer condição climática, já que a maior parte do tempo é dentro dos edifícios.

Apenas na fila de São Pedro, é bom ter um guarda-chuva. Não seja um tolo como nós, que esquecemos o nosso!

A Basílica de São Pedro e A Cúpula

O Vaticano tem sua própria moeda, sua própria força policial e seu próprio exército (os Guardas Suíços).

Cerca de mil pessoas vivem ali.

A Basílica de São Pedro é construída sobre o túmulo de São Pedro, que teria fundado a primeira comunidade cristã após a ressurreição de Jesus Cristo.

Jesus, apelidado de Simão Pedro, a “Rocha”, teria dito: “Sobre esta rocha edificarei a minha igreja.”

Depois, subimos à cúpula. Meu amigo disse que esta é a parte favorita dele em Roma, por causa da vista espetacular.

Custa 8 euros para subir os 500 degraus, mas pagamos 10 euros para pular cerca de 300 degraus – um pouco preguiçoso, mas valeu a pena!

Se você se cansar da arte ou da arquitetura, a vista daqui compensa a visita ao Vaticano.

É um mirante épico e uma pequena aventura para chegar lá em cima. Dez de dez, uma experiência imperdível, uma das melhores coisas a fazer.

Agradecemos muito a Michaela por um tour incrível!

Um Tour Gastronômico Inesquecível

Quando em Roma, um tour gastronômico é essencial!

Encontramos nossa guia, Elizabeth, na famosa Piazza Campo de’ Fiori.

Durante o dia, essa praça é um mercado vibrante de frutas frescas, legumes e flores, e depois do pôr do sol, se transforma em um dos melhores pontos de encontro de Roma.

Eu já havia dito ao meu amigo que tudo o que queria fazer na Itália era comer, então estava muito animado para experimentar as diferentes comidas.

Saboreamos salame com trufas e pecorino, um queijo diferente do parmesão usado no norte, mas típico de Roma.

Acompanhamos com vinho tinto gelado, que não “domina” o paladar. Saúde!

Delícias do Campo de Fiori ao Gueto Judeu

Encontramos os “nasoni”, as fontes de água potável que, como grandes narizes, estão espalhadas por toda Roma (são mais de 2 mil!).

Tentamos beber como os locais.

Nossa próxima parada foi a Rosoli, uma padaria que também faz pizza.

A pizza romana é vendida por peso, em fatias quadradas, com uma massa fina e crocante. Deliciosa!

Contaram-nos que o queijo só foi adicionado à pizza quando a Rainha Margherita visitou Nápoles.

Um chef, querendo homenagear a bandeira italiana, usou manjericão (verde), molho de tomate (vermelho) e queijo (branco) – e assim nasceu a Pizza Margherita!

Com pizza em Roma, o costume é beber cerveja, não vinho. Experimentamos a Menabrea, muito popular entre os italianos.

Em seguida, provamos o supplì, um bolinho de arroz com tomate e mussarela por dentro.

Ao abri-lo, o queijo se estica, delicioso!

Passamos pelo Gueto Judeu e vimos as “pedras de tropeço”, colocadas em frente a edifícios de onde pessoas foram deportadas durante a Segunda Guerra Mundial para campos como Auschwitz.

Nesse bairro, provamos a alcachofra à judaica, um prato com um belo “efeito girassol”.

As alcachofas são fritas duas vezes: entram, saem para esfriar por 5 minutos e depois são fritas novamente.

É surpreendente como seu sabor crocante lembra um “elephant ear” (um doce de carnaval nos EUA).

Depois de um gole d’água, o sabor se torna mais doce, sem açúcar adicionado, por causa do alto teor de ferro da alcachofra.

Esta foi, de longe, a melhor maneira de começar nossa viagem a Roma. Elizabeth é uma guia fantástica, apaixonada e com muito conhecimento!

Para fechar o tour, nada melhor que gelato. É quase um ritual diário para quem visita Roma.

Explorando Roma de Scooter e Mais Tesouros

Para acordar no dia seguinte, eu e meu amigo tomamos mais um gelato.

Alugar uma scooter por um ou dois dias é imperdível, custando cerca de 50 a 60 euros.

Dirigir pela cidade é maravilhoso!

Meu amigo queria ver a Pirâmide de Céstio. Já tínhamos visto pirâmides no Egito, então ele ficou um pouco cético.

Mas esta pirâmide é importante por ser uma das ruínas antigas mais bem preservadas de Roma, mostrando a influência egípcia no Império Romano.

É quase perfeita, mas pequena comparada às do Egito. É interessante, sendo a única pirâmide na Europa.

A Pirâmide de Céstio e a Escadaria Espanhola

Depois, fomos à Escadaria Espanhola, famosa pelo filme “A Princesa e o Plebeu” com Audrey Hepburn, uma atriz que admiro.

A área é muito chique, com lojas como Gucci e Dior.

As flores são lindas, e há uma fonte legal. A melhor época para visitar é entre abril e maio, quando as flores estão em plena floração.

O Pantheon: Uma Maravilha de Engenharia

Finalmente, visitamos o Panteão, que tanto queríamos ver. Não importa a hora, sempre estará lotado.

É o único edifício que foi um templo pagão e se transformou em igreja, e sua cúpula é a maior cúpula não suportada do mundo.

Sempre me perguntei o que acontecia quando chovia, por causa do buraco no topo.

Será que cai uma quantidade enorme de chuva no chão? E fecham o local nesses dias?

Dicas para Aproveitar Roma ao Máximo

O que esperar de Roma? É uma cidade vibrante e selvagem, com muitos turistas, claro, sendo um dos lugares mais visitados do mundo.

Você verá lixo e grafites, e scooters por toda parte – até encontramos uma no fundo de um lago outro dia!

Aprendemos na aula de culinária que é tradição comer nhoque às quintas-feiras, pois era o dia em que se levavam batatas ao mercado.

Além disso, é o dia antes da sexta-feira, quando não se comia carne por causa da Igreja Católica.

Experimentamos nhoque em um restaurante com um cardápio todo em italiano. Mesmo falando outra língua, eles foram superatenciosos.

A Culinária e a Cultura Local

Acredito que, ao viajar, devemos sempre nos esforçar para aprender um pouco da língua local.

Fiz algumas aulas de italiano na faculdade, mas, claro, esqueci boa parte.

Posso compartilhar algumas palavras:

  • Sì: sim
  • Prego: de nada
  • Grazie: obrigado
  • Andiamo: vamos
  • Bellissimo: bonito

Você é bellissimo!

Minha área favorita para comer e passar o tempo tem sido Monti, onde fica nossa acomodação.

É um bairro mais tranquilo, com menos turistas e muito charmoso.

Você vai gostar também: