A Inesquecível e Assustadora Via Ferrata em Lauterbrunnen, Suíça: Uma Aventura Épica nos Alpes!
Nosso segundo dia na Suíça amanheceu com o ritual de um café fresquinho no acampamento. Chamamos de café coado, mas por aqui, muitos se referem a ele como americano.
E, como de costume, o pão com ricota e geleia, uma invenção deliciosa do meu companheiro, que sempre prepara o melhor.
Para iluminar o ambiente, puxei as cortinas. Preciso falar delas rapidamente, pois ainda não as mencionamos: são incríveis, com um sistema magnético que deixa o interior da van completamente escuro, mesmo no dia mais ensolarado.
Um equipamento de qualidade superior! Também temos novas plantas por aqui. É minha primeira vez como “pai de planta”, então levo a responsabilidade muito a sério. Espero que prosperem!
O Grande Desafio: A Via Ferrata
Hoje, uma grande decisão nos aguardava: encarar ou não a desafiadora Via Ferrata. É uma trilha que inspira respeito, ao lado do “canyon swing”, são as duas atividades que mais me causam ansiedade na Suíça, mas que desejo muito fazer.
Não é algo forçado; é uma oportunidade única na vida. Embora cansados e nervosos da trilha de ontem, acredito que devemos ir em frente.
Dirigimos por 35 minutos de Interlaken até a charmosa cidade de Lauterbrunnen, um lugar que parece saído de um conto de fadas. Próximo a Stechelberg, encontramos um estacionamento.
A paisagem é de tirar o fôlego: parapentes sobrevoando, inúmeras cachoeiras e montanhas imponentes por todos os lados. Dali, pegaríamos o teleférico – talvez dois – para o topo, onde a Via Ferrata começaria.
A beleza da Suíça realmente supera todas as expectativas, e sabíamos que estaríamos em altitudes impressionantes.
Alugaríamos nosso equipamento, e os preços seriam informados mais tarde. Mas, antes de qualquer coisa, era hora de comer para nos preparar para a grande subida.
A trilha não era considerada a mais difícil fisicamente, mas o desafio mental era considerável. Meu companheiro preparou um sanduíche especial, com azeite, orégano e sal, um verdadeiro deleite.
E para a trilha, um lanche de Nutella e banana era essencial! Para garantir a segurança da câmera Insta360, usamos uma fita para prender o bastão de selfie, permitindo que eu tivesse as mãos livres quando necessário, sem risco de queda.
Sentia-me confiante; ambos éramos capazes. A única condição era que meu companheiro não falasse comigo durante a subida. Em situações perigosas, sua voz me desconcentrava, e minha tendência a ser um pouco desajeitado em atividades físicas não ajudava.
Subindo os Alpes: Teleféricos e Dicas Essenciais
A primeira viagem de teleférico na Suíça foi tranquila, apesar do ambiente um pouco lotado. Felizmente, o clima não estava muito quente.
Para chegar à trilha, era preciso pegar duas gôndolas até Mürren: primeiro de Stechelberg para Gimmelwald, e de lá, outra gôndola até esta cidade deslumbrante no alto.
Um lugar incrível, onde é possível até se hospedar em hotéis. Uma dica importante: ao estacionar, não vá direto para a fila da gôndola.
Primeiro, dirija-se à bilheteria, perto do ponto de ônibus, para comprar seu ingresso e evitar esperas desnecessárias.
Nosso plano era celebrar a trilha com fondue e cerveja, mas antes, era hora de alugar o equipamento. Com capacetes e tudo a postos, estávamos prontos para a aventura!
O aluguel custou 30 francos suíços por pessoa, e o restante da trilha faríamos por conta própria. A expectativa era de 3 a 4 horas de percurso.
Podíamos deixar nossas mochilas, evitando carregar peso extra, o que era ótimo, já que sempre levo várias camadas de roupa devido às mudanças de temperatura.
Botas ou tênis de caminhada com boa aderência são essenciais e são verificados na loja.
A Via Ferrata em Ação: Segurança e Adrenalina
Sim, a trilha é perigosa, mas a segurança é garantida por um sistema de cabos contínuo. O desafio, e o que mais me preocupava, era o momento de alternar os mosquetões nos pontos de ancoragem.
É crucial desconectar um, prender no próximo cabo, e só então soltar o segundo. Errar e soltar os dois ao mesmo tempo significaria uma queda livre.
A prudência era a palavra de ordem; nossas vidas eram a prioridade.
Começamos a nos prender ao cabo quase imediatamente. Manipular com a mão esquerda era complicado, mas o sistema permitia longos trechos antes de precisar alternar os mosquetões.
“Nossas mães ficariam bravas!”, pensei. “Minha avó, então…”. Mal começamos, e já nos sentíamos um pouco perdidos, mas ao olhar para trás, a vista era espetacular, diferente de tudo que já tinha visto.
“Estamos conseguindo! A primeira Via Ferrata!”, celebramos. A queda vertiginosa logo atrás de mim confirmava a magnitude da aventura.
Estávamos quase no fim da parte mais desafiadora, com um trecho de corda bamba. Não conseguíamos parar de comentar o quão insano tudo aquilo era.
Sinceramente, foi uma das vezes que mais me senti perto da morte. Houve um ponto em que a descida me exigiu uma respiração profunda.
Mas a trilha era linda, com uma borboleta amarela nos acompanhando.
A propósito, capturar essas vistas e a intensidade da Via Ferrata não seria possível sem o equipamento certo. Utilize uma câmera de ação Insta360 X3.
É, sem dúvida, minha câmera preferida para viagens e aventuras, pois oferece uma perspectiva única em 360 graus. O mais fascinante é o bastão de selfie invisível; nas imagens, parece que a câmera está flutuando, sem nada nas minhas mãos.
Seu software costura as imagens de suas duas lentes, criando essa visão imersiva. E a versatilidade permite que editemos o material para diferentes formatos, seja para vídeos amplos ou para registros mais verticais.
É fácil de usar: após conectar o cartão SD, o aplicativo de edição permite selecionar os melhores momentos, ajustar o zoom e a perspectiva, e exportar com alta qualidade. É uma ferramenta essencial para quem quer documentar suas jornadas de forma criativa e impressionante.
Perigos e Belezas da Trilha
Nos perdemos novamente! Liderando o caminho, assumi a responsabilidade, embora tenha encontrado alguns pontos encantadores com casas e vacas pelo trajeto.
Agora, nos preparávamos para descer uma escada vertical e, em seguida, enfrentar nossa primeira corda bamba! A vista do vale e das montanhas era indescritível.
Calculo que alternamos os mosquetões umas 150 a 200 vezes. Recomendo essa Via Ferrata a qualquer trilheiro mediano que aprecie um bom desafio e adrenalina.
Mas, se tiver medo de altura, é provável que desista no meio do caminho.
Depois de umas boas duas horas, estávamos prestes a trocar de cabo na escada novamente. Era uma loucura! O fim da trilha nos levava a uma ponte.
“Suíça, você quer nos matar?”, pensei, pois a cada curva, a aventura ficava mais intensa. Olhei para a profundidade… Comecei a atravessar, com meu companheiro logo atrás.
Esta era a ponte suspensa mais assustadora que já vi. “Não olhe para baixo!”, disse a mim mesmo.
Balançava muito, e no meio, o vento batia forte, tornando tudo aterrorizante. Por que não há corrimões dos dois lados? Completamente desnecessário e assustador.
Uma Conquista Inesquecível
Conseguimos! Não consigo acreditar que completamos a Via Ferrata. Deixe-me dizer, não foi uma trilha fácil, apesar do que muitos podem dizer.
Talvez seja fácil para os padrões suíços, mas na Suíça, nada é realmente fácil. Foi uma mistura de subidas, descidas e trechos desafiadores. Fico feliz por termos nos superado.
Agora, com um tempo para processar a experiência, não vou dourar a pílula: foi assustador. Os momentos mais tensos foram na beira do penhasco e na ponte, bem no final.
Mas, apesar do medo, a trilha não é excessivamente longa, e a recompensa é imensa. Não sei se a farei novamente, mas nunca diga nunca!
Meu companheiro queria uma cerveja gelada, merecida depois de tanto esforço. Eu, por outro lado, queria fondue, mas o restaurante já havia fechado.
Decidimos então voltar para a van e preparar o jantar. Ainda estou impactado pela trilha, mas as vistas compensam tudo.
Pretendemos explorar mais os vilarejos acima de Lauterbrunnen, pois nunca vi nada tão bonito na vida. A atmosfera lá em cima é indescritível.
Por isso, sempre recomendo levar camadas de roupa; o clima na Suíça muda em questão de segundos. E que sorte não pegarmos chuva durante a trilha!
Imagino como seria caminhar aqui sob a chuva, neste “vale das cachoeiras”, com mais de 72 quedas d’água. É um cenário paradisíaco.
A Realidade da Vida na Estrada
Depois de dois dias incríveis na Suíça, recebemos uma triste notícia: minha avó não estava bem e havia sido hospitalizada. Decidimos voltar para casa imediatamente, pegando um trem para Zurique no dia seguinte para voar de volta aos EUA.
Nos últimos anos, aprendi que, aos vinte e poucos anos, começamos a perder pessoas importantes rapidamente: tios, avós, pais e até amigos.
É devastador estar longe da família em momentos como este, mesmo com toda a aventura e diversão que nosso estilo de vida proporciona.
A vida real nos atinge com frequência, e queremos compartilhar mais sobre essas experiências, sobre o que é viver nossos vinte e poucos anos com a perda.
Com esta notícia, não terei mais avós. Eles foram a base da nossa infância, onde passávamos Natais e verões com todos os primos, a família reunida.
É doloroso, especialmente para meu pai, que era muito próximo dela.
Vovó Joan, obrigado do fundo do meu coração. Você foi uma avó maravilhosa, e sentirei sua falta, assim como sinto a falta de todos os meus avós. Suas memórias serão eternas.


